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Os casos de outros políticos que assumiram ser homossexuais
2018-02-13
Adolfo Mesquita Nunes
Adolfo Mesquita Nunes assumiu publicamente que é homossexual. A revelação aconteceu durante uma entrevista ao semanário Expresso publicada na passada sexta-feira. Naquela que foi a sua primeira entrevista de vida, o vice-presidente do CDS relatou um episódio da sua campanha eleitoral autárquica na Covilhã, a sua cidade natal, para assumir a sua homossexualidade: um dos seus cartazes tinha sido vandalizado e os autores escreveram a palavra "gay" no outdoor. O candidato recusou-se a retirar o cartaz, defendendo-se com o argumento de que aquilo que tinham escrito "não era mentira." Pior teria sido se tivessem escrito "corrupto", disse. Ao recuperar esta história, Adolfo Mesquita Nunes tornou-se o primeiro alto dirigente de um partido a assumir-se gay.
 
Não foi o primeiro político a fazê-lo em Portugal mas os casos não são habituais. Em agosto de 2017, a Secretária de Estado da Modernização Administrativa, Graça Fonseca, admitiu, em entrevista ao DN, ser lésbica, tornando-se na primeira governante a assumir a sua homossexualidade. O deputado socialista Alexandre Quintanilha é casado com o escritor Richard Zimler e é, atualmente, o único parlamentar português assumidamente gay. O sociólogo e ex-deputado Miguel Vale de Almeida é um dos mais mediáticos ativistas pelos direitos LGBTI e foi dos primeiros políticos portugueses a assumir ser homossexual, assim como o ex-líder da JSD Jorge Nuno Sá.
 
Certo é que não é comum ver um político português a assumir a sua homossexualidade em Portugal. E nenhum daqueles que o fizeram até ao momento desempenhou cargos ministeriais ou de presidência partidária, como já aconteceu no exterior. Na Europa, por exemplo, há atualmente dois países cujos primeiros-ministros são assumidamente homossexuais: Irlanda e Luxemburgo. No primeiro caso, não deixa de ser curioso notar que se trata de um país onde uma larga maioria da população declara ser católica (cerca de 78).
 
Esta não é, no entanto, uma novidade para a Islândia. Em 2009, Jóhanna Siguroardóttir foi eleita primeira-ministra. Corria o segundo mês daquele ano quando a Europa assistiu pela primeira vez à eleição de uma primeira-ministra lésbica. Até então, nenhum país europeu tinha tido como chefe de governo uma pessoa homossexual.
 
Nos Estados Unidos, o paradigma muda consoante o estado de que se esteja a falar. Anisse Parker foi a primeira governante local a assumir ser homossexual. Esteve à frente da Câmara de Houston, no conservador estado do Texas, entre 2010 e 2016, tendo casado em 2014 com a sua atual mulher, Katty Hubbard.
 
In Visão, 13 de fevereiro de 2018
 
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