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Putin diz que vai pedir uma investigação à perseguição a homossexuais na Tchetchénia
2017-05-05
Putin Rússia
O Presidente russo, Vladimir Putin, anunciou que vai dar ordem para investigar os relatos de perseguição à comunidade homossexual na Tchetchénia, garantindo que o vai pedir pessoalmente ao procurador-geral e ao ministro do Interior russos.
 
Angela Merkel pediu, publicamente, ao Presidente russo para investigar os relatos de perseguições a homossexuais na Tchetchénia. “Ouvimos informações muito negativas sobre como homossexuais são tratados na Tchetchénia, e pedi ao Presidente Putin para usar a sua influência para assegurar os direitos de minorias como essa”, disse Merkel na conferência de imprensa após duas horas de reunião entre ambos, na terça-feira.
 
Agora, segundo noticia a BBC, Putin parece aceder ao pedido da chanceler alemã. O líder russo afirmou que irá pedir pessoalmente ao procurador e ao ministro do Interior que apoiem Tatyana Moskalkova, a responsável do Kremlin para investigar queixas contra o Governo e institutos públicos, na verificação dos relatos que chegam da Tchetchénia.
 
Durante uma reunião com Putin, Moskalkova pediu que fosse formado um “grupo de trabalho” algures na Rússia para “receber queixas dos cidadãos”. Respondendo ao pedido, Putin afirmou, referindo-se às notícias como “rumores, pode-se dizer, sobre o que está a acontecer no nosso Cáucaso do Norte com pessoas com orientação não-tradicional”, cita a BBC.
 
Também esta sexta-feira, o líder da Tchetchénia, Ramzan Kadyrov, admitiu cooperar com as autoridades federais para esclarecer a situação, afirmando, no entanto, e mais uma vez, que não existem “pessoas de orientação não-tradicional” na sua república predominantemente muçulmana.
 
Relatos de organizações falam numa campanha anti-gay na república semi-autónoma do Cáucaso envolvendo prisão ou desaparecimento de pelo menos cem pessoas e tortura de pessoas suspeitas de serem homossexuais para que denunciem outros. As autoridades negaram esta campanha, porque os homossexuais são “um tipo de pessoas” que “simplesmente não existem” na Tchetchénia, argumentaram.
 
In Público, 5 de maio 2017
 
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