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Dia Internacional da Visibilidade Trans 2019 - Opinião de Daniela Bento
2019-03-31
Daniela Bento ILGA Portugal
Neste dia, 31 de Março, comemora-se o Dia Internacional da Visibilidade Trans.  Foi fundado por Rachel Crandall, activista trans dos Estados Unidos, com o argumento de que não existia nenhum dia de celebração positiva para pessoas trans, mesmo dentro da comunidade LGBTI. O único dia reconhecido internacionalmente era o Dia da Memória Trans que, homenageia todas as pessoas vítimas de crimes transfóbicos. Era, deste modo, necessário reconhecer e celebrar as pessoas que continuamente vivem e sobrevivem. O primeiro Dia Internacional da Visibilidade Trans foi comemorado a 31 de Março de 2009, sendo uma celebração que rapidamente chegou a outros países.
 
É desta maneira que, também, se celebra e se reconhece a coragem e importância que viver abertamente e em autenticidade, reconhecendo ainda a mudança na luta pela igualdade provocada por pessoas trans, não binárias e outras identidades não-conformes.
 
Num ano em que se celebram 50 anos da Revolta de Stonewall, é também importante valorizar todas as histórias de resistência que têm existido, desde Marsha P. Johnson e Sylvia Rivera até a activistas mais recentes como Diego Sanchez, Masen Davis, Laverne Cox ou JoAnne Keatley. Celebremos assim toda a visibilidade que muitas pessoas trans têm promovido através da partilha das suas histórias e vivências, da denúncia da discriminação e no caminho para a igualdade.
 
Porém, não nos podemos esquecer do que ainda falta fazer. Sabemos que a vivência de forma aberta e autêntica é uma experiência diferente para cada pessoa e que, devido aos altos níveis de violência que recaem sobre estas pessoas, estar publicamente visível na sua identidade pode ser um processo de extrema complexidade e dificuldade. Deste modo, vale a pena alertar para a necessidade de políticas de reconhecimento da identidade, de políticas de protecção e bem estar, o acesso digno a cuidados primários e especializados, à segurança, ao trabalho, à escola... a uma vida digna.
 
Não é demais dizer que a celebração de um dia de visibilidade deve ser acompanhado com um reflexão sobre o tem sido conquistado até agora, mas também do que é necessário fazer no futuro. Devemos, deste modo, continuar um trabalho contínuo junto desta população, lutando para garantir que os seus direitos são assegurados.
 
Daniela Bento, activista trans e membro da direcção da ILGA Portugal
 
Artigo escrito em pré-acordo ortográfico.
 
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