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James Franco no Queer Lisboa
2011-08-30
ciclo cinema

O ator James Franco, que se tornou um ícone gay nos últimos anos, em parte devido à sua participação em Milk, de Gus Van Sant, é o protagonista do filme Uivo, que fará a abertura do 15º Queer Lisboa, a 16 de setembro. A organização só deverá divulgar a programação na próxima semana, mas a Time Out Lisboa avança já as principais novidades.

De entre os 84 filmes programados, e para além da fita de abertura, há três propostas fundamentais: Ausente, de Marco Berger, que põe a questão dos abusos sexuais do ponto de vista da vítima adulta e do abusador adolescente; La Llamada, paixão de duas italianas em Buenos Aires; e We Were Here, documentário sobre a sida nos anos 80.

O Queer Lisboa, organizado pela associação cultural Janela Indiscreta, é o maior e mais importante acontecimento LGBT em Portugal, ao lado do Arraial Pride (festa anual organizada pela associação ILGA). Decorrerá entre 16 e 24 de setembro no cinema São Jorge e tem a “transgressão” como tema. “Na reta final da escolha de filmes, percebemos que tínhamos uma seleção que se aproximava da ideia de transgressão, não só em termos narrativos, mas também em termos estéticos”, explica João Ferreira, diretor artístico do Queer. “Além disso, o conceito de transgressão faz um bom resumo do que foram estes 15 anos de festival e daquilo que é o cinema queer em termos gerais.”

Na abertura, passa Uivo (Howl), de Rob Epstein e Jeffrey Friedman. Um dos produtores é Gus Van Sant, que em 2008 assinou a já referida longa- -metragem Milk, sobre o ativista gay americano Harvey Milk – figura sobre a qual Rob Esptein realizara um documentário em 1984, intitulado Os Tempos de Harvey Milk. A história gira em torno do escritor da “beat generation” Allen Ginsberg e o poema “Uivo”, que em 1957 levaria a sua editora a julgamento, sob a acusação de obscenidade. Trata-se de uma antestreia, já que o filme passa para as salas a 22 de setembro. No dia 17, com repetição a 19, veremos Ausente, de Marco Berger, realizador argentino cuja longa-metragem Plan B encerrou o Queer Lisboa em 2010. A história é a de um adolescente que seduz o professor de Educação Física. “Um filme sobre o abuso de um adulto por um menor”, lê-se na sinopse de Ausente. Foi vencedor do Teddy Award (prémio LGBT) no último Festival de Cinema Berlim. Também a 17 passa uma coprodução italo-argentina: La Llamada, de Stefano Pasetto. “Quis mostrar o universo feminino e contar uma história sobre a forma como os corpos encontram o seu próprio caminho”, disse o realizador, em entrevista recente.

A 22 de setembro é exibido We Were Here, de David Weissman. Estreou-se no festival americano de cinema independente de Sundance, em janeiro último. Numa altura de “claro reaparecimento” do HIV/sida entre homo e bissexuais portugueses (de acordo com os últimos relatórios da ONU Sida), este documentário recorda os dias da libertação sexual em São Francisco, EUA, e o início da epidemia da sida, em 1981. Olhando a programação completa, podem tirar-se duas conclusões: quase não há filmes portugueses a concurso e a maior parte provém da Alemanha ou da América Latina. Comenta João Ferreira: “Normalmente recebemos curtas-metragens portuguesas de finalistas de cursos de cinema, mas este foi um ano muito fraco. Quanto ao cinema da América Latina, está muito presente porque a produção de filmes queer cresceu muito nos últimos anos em países como o Chile, a Argentina e o México.”

No total, serão exibidos 84 filmes, o que representa o mais baixo número dos últimos anos: 119 filmes em 2010, 95 em 2009, 130 em 2008, 88 em 2007. Este decréscimo, explica o diretor artístico, “não se deve a nenhuma contingência orçamental, mas a uma opção de programação”. Em termos práticos, isto quer dizer que há este ano menos curtas-metragens.

Como habitual, o festival tem três secções competitivas: Melhor Longa-Metragem, Melhor Documentário e Melhor Curta-Metragem. O júri da Melhor Longa-Metragem é composto pelos atores Beatriz Batarda e Albano Jerónimo e por Sam Ashby, editor da revista gay Little Joe. O Melhor Documentário será avaliado pelo realizador Miguel Gonçalves Mendes; pela diretora do festival de cinema gay Mix Milano, Claudia Mauti; e pelo jornalista Franck Finance-Madureira. Por fim, a Melhor Curta-Metragem terá o público do festival como júri.

In Time Out, 30 agosto 2011, por Bruno Horta.

 
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