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“Chiado”, a websérie que quer falar de lésbicas “sem legendas”
2012-08-21
webchiado

 Começou por ser uma noite de “paródia” comum entre os amigos, mas mal sabiam os convivas que quando as luzes se apagassem teriam um projecto no horizonte — uma série que ilustrasse a realidade da comunidade lésbica portuguesa.

 
“Chiado” é o nome desta “aventura”, como lhe chama Angelina Nicolau, ideóloga e produtora executiva do projecto. Será uma série, de doze episódios, cada um com 25 minutos, emitida apenas na Internet. A realização está a cargo de Marina “Sammy” Pereira.
 
A websérie centra-se na vida de Andreia Neto, designer gráfica a viver e a trabalhar no Chiado, descrita como uma “mulher forte e confiante”, com relações amorosas e familiares complexas. Uma personagem que Angelina criou aos 15, 16 anos. “Esta é uma história que ando a escrever há anos”, confessa. O enredo fica completo com mais seis personagens, entre as quais o irmão Filipe, a mãe Laura e a fotógrada Cleo Pereira.
 
LGBT "sem legendas"
Tudo se passa, tal como o nome indica, no Chiado, o primeiro local onde Angelina se sentiu “livre” quando veio para Portugal há cinco anos. Com 32 anos, esta vai ser a sua primeira experiência no meio audiovisual, vivendo, actualmente, uma espécie de vida dupla: durante o dia é recepcionista, à noite embrulha-se na produção e direcção da série. Tudo porque tem, desde sempre, um fascínio por séries televisivas, confessa. “Pensei que, se eu vejo, também sou capaz de saber como é feito.”
 
A reboque do seu entusiasmo estão uma série de colaboradores, como o irmão engenheiro informático. E, à medida que o projecto é divulgado, mais pessoas se disponibilizam a colaborar, apesar de não haver qualquer tipo de financiamento, nem previsão para tal. “Em princípio, não vamos ganhar dinheiro e também não estamos à procura de remuneração. Se aparecer uma parceria, aparece.”
 
Quando abraçou “Chiado”, Angelina desconhecia o projecto da também série lésbica “Lx Menina e Moça”, mas ainda assim acredita que há espaço para ambas. “Quanto mais, melhor.” Até porque, em Portugal, ainda há muito trabalho a ser feito, considera, tomando-se como exemplo: “Eu sou lésbica, mas enquanto que na minha vida pessoal toda a gente sabe, no meu trabalho não. A comunidade LGBT lida com isto há muito.” Daí ainda ser necessário abordar estes temas, mas “em português”, com actrizes “portugueses” e “sem legendas”.
 
Espera-se que em 2013 “Chiado” já chegue aos ecrãs de computador de toda a gente. Para assistir aos episódios será necessário o registo no site oficial. O casting está marcado para 15 de Setembro, no Art in Chiado Bar. Duas semanas depois, Angelina gostava de iniciar as primeiras filmagens, que terão de ser feitas nas férias dos outros trabalhos de toda a equipa técnica. “Tudo para fazer esta loucura.”
 
In Público/P3. 31 agosto 2012, por Amanda Ribeiro
 
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