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Para os portugueses, antes um Presidente jovem do que homossexual
2012-11-23
discriminação e preconceito em função da orientação sexual e identidade de género continua a dominar
Os portugueses sentir-se-iam mais confortáveis em ter um Presidente da República com menos de 30 anos do que um homossexual naquele cargo, segundo revela o último Eurobarómetro sobre a discriminação na União Europeia, divulgado esta quinta-feira.
 
À pergunta sobre qual o seu grau de conforto no caso de o cargo político elegível mais elevado ser ocupado por alguém com uma orientação sexual diferente, os portugueses ficaram-se nos 5,5 numa escala de 1 a 10, em que o 1 significa totalmente desconfortável e o 10 totalmente confortável. A média na UE está em 6,6, o mesmo grau de conforto sentido pelos portugueses caso tivessem um Presidente com menos de 30 anos.
 
Em média, o cenário mais desconfortável para os europeus seria o de terem um Presidente com mais de 75 anos (5,4), mas os portugueses classificam esta hipótese com um 6 e apontam como o pior cenário o de a Presidência da República vir a ser ocupada por um transexual.
 
O questionário visava aferir o conforto perante a eleição de um membro dos grupos que são habitualmente mais alvo de discriminação: mulheres, pessoas com deficiência, com uma religião ou etnia diferentes da maioria, homossexuais, transexuais, maiores de 75 anos e menores de 30 anos. Em Portugal (7,9 pontos), como em média na UE (8,6), a hipótese mais confortável entre as apresentadas é a da eleição de uma mulher.
 
 
 
A discriminação existe, mas não se vê
 
A discriminação existe? Mais de metade dos portugueses pensam que sim, um valor superior à média registada na UE. Mas são os portugueses os que dizem que menos a testemunharam. Inquiridos se nos últimos 12 meses foram testemunhas de um caso de discriminação ou assédio, apenas 17 responderam pela positiva. A média na UE é de 34. Lideram a Suécia (51) e a Holanda (50).
 
Quanto à percepção dos grupos que são mais alvo de discriminação, os portugueses elegem as pessoas com deficiência e os homossexuais (55, contra uma média europeia de 46). Seguem-se-lhes as minorias étnicas (53). Na UE, este último grupo é apontado como o mais vulnerável (56). Em 2009, quando do último inquérito, esta percentagem subia para os 61. Também se registou uma redução entre os que consideram que existe uma discriminação generalizada face às pessoas com deficiência: desceu de 53 para 46.
 
A maioria dos europeus e dos portugueses (67) considera, contudo, que a actual crise económica irá aumentar a discriminação no mercado de trabalho das pessoas com mais de 55 anos. E também as das pessoas com deficiência ou oriundas de minoria étnica. O provável aumento da discriminação face a estes dois grupos é apontado por 60 e 52 dos portugueses para uma média europeia de 53 e 52, respectivamente.
 
Os inquéritos foram realizados em Junho. Foram inquiridas 26.622 pessoas, das quais 1001 em Portugal.
 
in Público, 23 novembro 2012, por Nuno Ferreira Santos
Leia aqui o resumo oficial publicado pela Comissão Europeia
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