Noticias

logo ILGA

Notícias: Nacionais

Falta de formação a docentes pode atrasar Educação Sexual
2010-04-17

Além da definição dos conteúdos curriculares para cada ciclo de ensino, a portaria (196-A/2010) também aponta os requisitos para os professores-coordenadores da Educação para a Saúde, que inclui a Educação Sexual: formação creditada na área e experiência não inferior a três anos; só formação; ou experiência de um ano.

Os directores de turma são a última exigência. E poderão ser a salvação para a lei ser cumprida a partir do início do próximo ano lectivo, já Fenprof e FNE insistem que não há docentes, com formação e experiência na área, em número suficiente para assumirem o cargo em todos os agrupamentos e escolas não agrupadas.

A lei (60/2009) foi publicada a 6 de Agosto e a pretensão da ex-ministra Maria de Lurdes Rodrigues era que a legislação fosse aplicada este ano lectivo mas a maioria dos estabelecimentos não avançou com a reforma por faltar a regulamentação, que deveria ter sido aprovada até Novembro e só foi ontem publicada em Diário da República.

"Será difícil" e "precipitado", insistiram. Para o líder da FNE, João Dias da Silva, a formação inicial dos docentes tem, inevitavelmente, de ser revista; enquanto Luís Lobo, dirigente da Fenprof, manifesta "preocupação" por o "sistema de formação contínua" dos professores estar "esvaziado".

"Há distritos" - como Castelo Branco, Guarda, Portalegre, Évora ou Beja - que "só têm dois centros de formação e outros um". E a Educação Sexual não foi, até agora, uma "área prioritária". O atraso na regulamentação, criticou, também não ajuda à organização dos docentes e escolas, já "que estamos a começar o 3.º período, pelo que no fundo, foi mais um ano perdido".

Cada agrupamento ou escola não agrupada, recorde-se, terá obrigatoriamente de incluir nos seus projectos educativos a Educação Sexual. O projecto terá de ser definido pelo conselho pedagógico a partir de um parecer do conselho geral, onde os pais também têm assento. A matéria será leccionada nas áreas curriculares não disciplinares, como formação cívica. Em cada estabelecimento terá de ser criado um gabinete de informação e apoio ao aluno, que em articulação com as unidades de saúde, assegurará acesso a contraceptivos.

in JN de 10 de Abril de 2010, por Alexandra Inácio

logotipo do facebook logotipo do twitter logotipo do delicious
PESQUISAR NOTÍCIAS
NOTÍCIAS
2017
Novembro
Outubro
Setembro
Agosto
Julho
Junho
Maio
Abril
Março
Fevereiro
Janeiro
2016
Dezembro
Novembro
Outubro
Setembro
Agosto
Julho
Junho
Maio
Abril
Março
Fevereiro
Janeiro
2015
Dezembro
Novembro
Outubro
Setembro
Agosto
Julho
Junho
Maio
Abril
Março
Fevereiro
Janeiro
2014
Dezembro
Novembro
Outubro
Setembro
Agosto
Julho
Junho
Maio
Abril
Março
Fevereiro
Janeiro
2013
Dezembro
Novembro
Outubro
Setembro
Agosto
Julho
Junho
Maio
Abril
Março
Fevereiro
Janeiro
2012
Dezembro
Novembro
Outubro
Setembro
Agosto
Julho
Junho
Maio
Abril
Março
Fevereiro
Janeiro
2011
Dezembro
Novembro
Outubro
Setembro
Agosto
Julho
Junho
Maio
Abril
Março
Fevereiro
Janeiro
2010
Dezembro
Novembro
Outubro
Setembro
Agosto
Julho
Junho
Maio
Abril
Março
Fevereiro
Janeiro
2009
Novembro
Setembro
Agosto
Julho
2006
Julho
Junho
Contacto e Sugestões | Avisos Legais | English