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Violência na intimidade LGBT - conhecer para combater
2015-07-25
Violência na intimidade LGBT - conhecer para combater

 A vida de cada pessoa é uma realidade multidimensional. Não somos fruto de apenas uma parte, mas o resultado do todo que compõe a nossa identidade e os nossos contextos de vida.

Nesse sentido, a vida das pessoas lésbicas, gays, bissexuais e transgénero (LGBT) não é simplesmente determinada pela sua orientação sexual ou identidade de género, como se esse factor existisse num vazio cultural ou social.

Somos afetadas/os também por outros eixos da realidade social, económica ou cultural. É legítimo afirmar, por exemplo, que é diferente ser LGBT no interior do país ou numa cidade como o Porto ou Lisboa.

E o que dizer da vida das pessoas LGBT portadoras de deficiência?
É a esta leitura multifacetada da realidade (a que nalguns meios se tem designado de interseccionalidade), que permite interpretar e denunciar formas ocultas de discriminação (e de privilégio), que se tem dedicado uma parte do trabalho de organizações como a Associação ILGA Portugal. Recentemente, iniciámos a nossa participação no projecto internacional “Bleeding Love – Raising Awaireness on Domestic and Dating Violence Against Lesbian, Bissexual and Trans Women in the European Union”, apoiado pelo programa Daphne, que tem como objectivo conhecer e prevenir o fenómeno da violência na intimidade e no trabalho sexual contra mulheres lésbicas, bissexuais e transgénero.

Trata-se aqui de desbravar um caminho pouco explorado em termos de conhecimento, e que apresenta vários desafios: com efeito, se acrescentarmos ao estigma e invisibilidade da condição de vítima de violência (e mais concretamente, com as especificidades que assume a violência na intimidade), a invisibilidade e dificuldade em quebrar o silêncio que recai sobre as mulheres LBT, temos uma boa medida da dificuldade que este trabalho apresenta.

Os números das entidades oficiais no âmbito da segurança, justiça ou saúde são residuais, revelando a dificuldade que as pessoas têm em apresentar denúncias, mas também a forma como as campanhas de sensibilização e toda a estrutura de respostas está direccionada para a díade heteronormativa mulher-vítima e homem- agressor.

Este ano, a CIG, numa iniciativa que saudamos e apoiamos, promoveu acções de formação sobre violência doméstica em casais do mesmo sexo e está prestes a lançar um guia de boas práticas para profissionais que trabalham directamente com vítimas em áreas como a saúde, segurança ou justiça. Semelhante trabalho de desocultação, sensibilização e melhoria das respostas, precisa de acontecer relativamente à realidade das mulheres trabalhadoras do sexo.

Esperamos também com os produtos finais deste projecto – uma curta-metragem, uma brochura e um livro com recolha de experiências outros oito países envolvidos, contribuir para um combate mais consistente ao fenómeno da violência contra estas populações mais vulneráveis. Estaremos a recolher testemunhos até ao final deste ano e os nossos contactos para esse efeito são o endereço violencia@ilga-portugal.pt ou contacto telefónico 927 567 666.

 
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