Evento

Marcha Pelo Fim da Violência Contra as Mulheres

No dia 25 de novembro, Dia Internacional pela Eliminação da Violência contra as Mulheres, marchamos pelo fim da violência contra todas as mulheres.

🗓️ 25 de novembro

🕑 17h30 às 20h00

📍 Ponto de encontro no Largo do Intendente em Lisboa e marcha até ao Rossio

ℹ️ Podes encontrar mais informações e atualizações sobre o evento aqui


Manifesto da Marcha

Violência contra as mulheres: o crime persiste!
Milhares de pessoas marcham pelo fim da violência contra as mulheres todos os anos porque a violência de género ainda permanece na vida de milhares de mulheres, adultas, jovens e crianças.
No ano de 2020 em Portugal, segundo os dados do Observatório das Mulheres Assassinadas, foram assassinadas 35 mulheres, 19 por motivos de género ou violência de género e 16 noutros contextos. Verificaram-se, ainda, mais 50 tentativas de feminicídio.
As denúncias, a luta das associações, as campanhas de sensibilização e educação e as medidas governamentais continuam a não ser suficientes para terminar com esta outra pandemia que se alastra há anos: a violência contra as mulheres que apenas aumentou com a permanência no mesmo espaço com as pessoas agressoras.
É inadmissível que a violência contra as mulheres se tenha naturalizado na sociedade em que vivemos. Mas é infelizmente possível, porque as raízes patriarcais alimentam a indiferença, validam o machismo e normalizam a violência.
A experiência individual e coletiva de violência patriarcal é uma constante na vida de milhares, milhões de mulheres, raparigas e crianças, pessoas de diferentes idades, territórios de origem, nacionalidades, pertenças étnico-raciais, classes sociais, orientações sexuais, identidades de género e capacidades. Porque sim, a violência afeta, corrói e tenta destruir a liberdade, as oportunidades e os sentidos de igualdade e dignidade das mulheres negras e de vários grupos étnicos oprimidos, das mulheres migrantes, das mulheres pobres, das mulheres lésbicas e bissexuais, das mulheres trans, das mulheres intersexo, dos homens trans e das pessoas não binárias. Mas nós não baixaremos a guarda.
Hoje, e sempre, levantamos a nossa voz por todas as mulheres: as que não têm voz, as que se encontram sós, as que morreram também nas mãos do silêncio e da falta de respostas públicas adequadas.
Neste dia, reforçamos a sororidade e solidariedade com todas as mulheres que são sobreviventes de violência de género. Estamos em luta e não desistiremos até que nem mais uma mulher seja vítima de quaisquer formas de violência. Sabemos que libertar e empoderar mulheres liberta todas as pessoas das amarras desta violência.
Dia 25 de novembro ocupamos a rua e marchamos do Largo do Intendente para o Rossio, em Lisboa, para repudiar a violência de género, o patriarcado, o classismo, o racismo, a xenofobia, a homofobia, lesbofobia, misoginia, bifobia, a transfobia e interfobia, o capacitismo, o idadismo e todos os tipos de discriminação e violência!
Marchamos para exigir justiça em casos de feminicídio, violação, assédio e discriminação de género! Saímos à rua para exigir que o espaço público seja nosso sem medo e receio. Ocupamos espaço para mostrar a nossa voz, a nossa força e continuarmos a reivindicar uma vida plena para todas as mulheres.
Junta a tua à nossa voz e marcha connosco!
Mulheres unidas pelo fim das violências!

Os coletivos e associações:


A Coletiva

ANIMAR

APDMGP

Casa do Brasil

Clube Safo

FEM

Feministas.pt

Igualdade.pt

ILGA Portugal

INMUNE

Plataforma GENI

Por Todas Nós

TransMissão

UMAR