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Estados Unidos: Documentário revela consequências de terapia para tornar rapazes “mais masculinos”
2011-06-08
DocCNN

A CNN irá exibir um documentário em 3 partes acerca de uma forma de “terapia experimental” desenvolvida para tornar rapazes “femininos” mais masculinos.

O documentário, intitulado «The Sissy Boy Experiment», mostra a história de Kirk Andrew Murphy que, apesar do sucesso obtido na escola, na Força Aérea e na sua carreira profissional, se suicidou em 2003, com 38 anos.

Como revela a CNN, a confusão inicial sobre os motivos que teriam levado Murphy ao suicídio, acabou por levar à descoberta de um segredo sombrio.

De acordo com a sua mãe, Kaytee Murphy, ele “brincava com brinquedos de menina”, e mostrava “demasiados traços efeminados”. Disse que isso a incomodava porque queria que o seu filho tivesse uma “vida normal”.

Infelizmente para Kirk, então com 5 anos, em 1970, foi divulgado na televisão local que um psicológico estava a recrutar rapazes para um programa financiado pelo Governo, a desenvolver na Universidade da Califórnia, Los Angeles. Aí, Kirk foi tratado por George A. Rekers, que instruiu os pais do rapaz nas técnicas para treinar o seu filho no modo “correto” de agir.

Essa “terapia” incluía ver negada atenção e afeto pela sua mãe se brincasse com os brinquedos “errados” e ver-se recompensado por brincar com os brinquedos “certos”, ou seja, armas de plástico e algemas.

Em casa, Kirk era castigado fisicamente por mostrar comportamentos “efeminados”.

George Rekers, subsequentemente, construiu uma carreira de três décadas sendo um dos principais especialistas nacionais na prevenção de crianças se tornarem gays, e um ativista anti-gay. Também foi membro fundador do Conselho de Investigação da Família, uma organização religiosa que organiza lobbies contra assuntos relacionados com direitos LGBT.

A sua carreira terminou o ano passado, no entanto, após ter contratado um acompanhante masculino para o acompanhar numa viagem à Europa. Rekers negou ter tido algum tipo de contacto sexual com o acompanhante.

Em 2009 Rekers foi co-autor de um livro intitulado «Manual de terapia para atrações homossexuais indesejadas», e que cita o caso de Kirk Murphy como um sucesso.

Quando confrontado pela CNN, Rekers disse-lhes que era “desadequado presumir” que tivesse sido a terapia a levar Kirk Murphy ao suicídio.
[...]

In PinkNews, 8 junho 2011.

Mais informações sobre o documentário e o caso aqui.

 
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