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Escuteiros americanos reforçam norma que proíbe gays
2012-07-18
Escuteiros americanos reforçam norma que proíbe gays

 Esta norma está em vigor desde 2000, altura em que a organização conseguiu que o Supremo Tribunal lhes desse autorização para banirem os membros homossexuais cuja conduta violasse os valores do grupo.

 
Após vários anos de pressões, um grupo de onze pessoas - um painel alegadamente representativo composto por voluntários e líderes com diferentes perspectivas e opiniões sobre o assunto - decidiu voltar a estudar o assunto, mas acabou por concluir que as coisas estão bem como estão. A decisão foi unânime, refere a Associated Press (AP).
 
“O comité chegou à conclusão que esta é a melhor política para os Boy Scouts”, anunciou Deron Smith, o porta-voz nacional da organização, citado pela Fox.
 
A política actual permite às famílias falarem sobre a sexualidade em privado e por isso não será levada a cabo mais nenhuma acção, adiantou a organização. Ao anunciar a sua decisão, os Boy Scouts of America frisaram que os pais e encarregados de educação pesaram muito nesta decisão. 
 
“A maioria dos pais dos jovens que nós servimos são a favor da discussão do tema da orientação sexual dentro do seio da própria família, com conselheiros espirituais, no tempo e no local certos”, disse Bob Mazzuca, director dos Boy Scouts, citado pela AP. “Compreendemos perfeitamente que nenhuma política conseguirá acomodar os diversos pontos de vista existentes entre os nossos membros e no seio da sociedade”, acrescentou, porém, Mazzuca.
 
A decisão foi anunciada esta terça-feira à tarde, despertando imediatamente um coro de críticas junto das associações americanas de defensa dos direitos dos homossexuais.
 
O presidente do grupo Human Right’s Campaign, Chad Griffin, apelidou esta decisão de “oportunidade perdida de proporções colossais”. “Com o país a andar para a frente em termos de inclusão, os líderes dos Boy Scouts of America enviaram aos jovens a mensagem de que apenas alguns deles são valorizados. Escolheram pregar a divisão e a intolerância”, cita a AP.
 
Por seu lado, Darlene Nipper, vice-directora executiva da organização National Gay and Lesbian Task Force, disse que os escuteiros “viraram as costas à oportunidade de mostrarem justeza, de exercerem uma apreciação saudável e de servirem como modelo de valorização dos outros”.
 
Diversos membros no seio da organização também já criticaram esta não alteração da norma. Dois dos mais bem sucedidos membros da organização - James Turley, director-executivo da empresa Ernst and Young, e Randall Stephenson, chefe da empresa de telecomunicações norte-americana AT&T - afirmaram publicamente ser apoiantes de uma mudança e de uma abertura dos Boy Scouts of America aos membros homossexuais, cita a AP.
 
Jennifer Tyrrell, uma lésbica que foi afastada do seu cargo como chefe escuteira em Abril último por causa desta norma, também já reagiu a esta decisão: “Um comité secreto de onze pessoas não pode ignorar as centenas de milhares de pessoas em todo o país que exigem o fim da proibição”, cita a AP.
 
Os Boy Scouts of America, uma organização fundada em 1910, tinha no final de 2011 mais de um milhão de membros adultos.

in Público, 18 julho 2012
 
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