Noticias

logo ILGA

Notícias: Internacionais

Marina, a primeira treinadora transexual do futebol italiano
2015-07-13
Marina, a primeira treinadora transexual do futebol italiano

 O San Michele Rufoli, equipa do nono e último escalão do futebol italiano, é, por estes dias, notícia. Não necessariamente pelos seus resultados desportivos, mas pela equipa técnica: Marina Rinaldi, 33 anos, é a primeira treinadora transexual a treinar em Itália e sonha superar preconceitos e chegar, um dia, à Série A.

Rinaldi jogou, durante vários anos, futebol amador, precisamente como guarda-redes do San Michele Rufoli, mas em 2013 teve de parar. O motivo foi a decisão de submeter-se a uma cirurgia para mudar de sexo, algo que já tinha planeado desde os 24 anos. "Desde criança, sentia-me menina. Na escola primária, apaixonei-me por um colega. Depois, durante a adolescência, só me identificava com personagens femininas na televisão. Gostava de me vestir como mulher e sempre gostei de rapazes", contou, em entrevista à BBC.
 
O futebol, inicialmente, surgiu como uma espécie de "terapia". "Julgava que estando num meio mais masculino poderia ter outras sensações e procurar a normalidade. Mas não foi assim. Descarregava toda a minha frustração nos treinos e nas partidas. Tinha medo de desapontar a minha família. Mas quando contei, deram-me apoio total, inclusivamente económico", revelou.
 
A cirurgia foi efetuada na Tailândia, há dois anos. Já como mulher, Marina pôde regressar ao desporto que a apaixona, o futebol, mas desta vez não como jogador, mas como treinadora. E contra qualquer preconceito da Igreja Católica, Rinaldi foi convidada por um padre para treinar o clube.
Foi em 2014 que o San Michele Rufoli convidou a treinadora para orientar a equipa, constituída por jovens amadores, muitos deles estudantes. "Ela sempre esteve envolvida em projetos sociais destinados aos jovens da nossa comunidade. Então, convidámo-- la para treinadora", revelou Michele Alfano, um dos responsáveis pela equipa da cidade de Salerno, a 60 quilómetros de Nápoles.
 
"Sabemos que ter uma mulher a treinar uma equipa de homens é algo inusitado. Por isso, os jogadores também devem ser preparados para isso. Não é apenas uma questão de futebol, mas também de aceitação social, de deixar para trás os preconceitos, num país onde a moral costuma ser posta muitas vezes de lado", acrescentou Alfano.
 
Na primeira época com a nova treinadora, o San Michele Rufoli somou dez vitórias em 16 jogos.
 
Mariana Rinaldi, que divide o futebol com um trabalho numa empresa de cerâmica, para já não pensa seguir a profissionalização, mas admite que tem o sonho de treinar na Liga italiana. "Gosto disto. Nunca pensei ser tão bem acolhida. Hoje sou uma mulher feliz", referiu Marina, que tem como modelo o treinador italiano Delio Rossi.
 
in DN, 13 julho 2015
 
logotipo do facebook logotipo do twitter logotipo do delicious
PESQUISAR NOTÍCIAS
NOTÍCIAS
2019
Julho
Janeiro
2018
Novembro
Outubro
Abril
Março
Fevereiro
2017
Dezembro
Novembro
Outubro
Julho
Junho
Maio
2016
Dezembro
Outubro
Agosto
Julho
Maio
Abril
Março
Fevereiro
Janeiro
2015
Dezembro
Agosto
Julho
Junho
Maio
Abril
Março
Fevereiro
2014
Dezembro
Novembro
Outubro
Setembro
Agosto
Julho
Junho
Maio
Abril
Março
Fevereiro
2013
Dezembro
Novembro
Setembro
Agosto
Junho
Maio
Abril
Março
Fevereiro
Janeiro
2012
Dezembro
Novembro
Outubro
Setembro
Agosto
Julho
Junho
Maio
Abril
Março
Fevereiro
Janeiro
2011
Dezembro
Novembro
Outubro
Setembro
Agosto
Julho
Junho
Maio
Abril
Março
Fevereiro
Janeiro
2010
Dezembro
Novembro
Outubro
Setembro
Agosto
Julho
Junho
Maio
Abril
Março
Fevereiro
2009
Novembro
Contacto e Sugestões | Avisos Legais | English