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Dia Internacional do Orgulho Não-Binárie

imagem que celebra o orgulho nao-binarie

Hoje, 14 de julho, comemora-se o Dia Internacional do Orgulho Não-Binárie (ou Dia Internacional das Pessoas Não-Binárias). Este dia procura visibilizar a ampla diversidade de pessoas em todo o mundo que se identificam como não-binárias, bem como sensibilizar para os problemas e dificuldades que enfrentam diariamente. Esta data foi escolhida por se situar entre o Dia Internacional da Mulher (8 de março) e o Dia Internacional do Homem (19 de novembro).

O termo não-binárie é um termo guarda-chuva para diversas identidades que se caracterizam fora do binário, ou seja, identidades que não são exclusivamente mulheres, nem exclusivamente homens. Estas identidades vão situar-se em diferentes formas de neutralidade, ambiguidade, multiplicidade, parcialidade, ageneridade, outrogeneridade ou fluidez. 

Da mesma forma que pessoas sabem que são mulheres ou homens, pessoas não-binárias também sabem quem são. Hoje é dia de dizer que estamos aqui, que somos resistência e que temos orgulho nas nossas identidades.

No entanto, apesar das diversas lutas, a não-binariedade, no seu largo espectro, ainda não é incluída nos marcadores legais de género da maioria dos países e em muitos contextos linguísticos também não há pronomes adequados, pelo que as pessoas não-binárias vêem a sua identidade negada e invisibilizada. Esta é a realidade também em Portugal e usamos o dia de hoje para reivindicar este reconhecimento perante a lei e interação social.

É necessário e urgente dar voz a pessoas não-binárias, entender as suas lutas, reconhecer as discriminações a que são diariamente sujeitas e desmistificar preconceitos sociais. É urgente uma lei de autodeterminação que também as reconheça. É urgente ter políticas públicas que permitam às pessoas não-binárias ter uma vida plena, saudável e segura.

Somos uma comunidade de pessoas em crescimento, que precisa de espaço e oportunidades de diálogo e visibilidade. A nossa existência não se resume ao dia de hoje e o orgulho nas nossas identidades é e tem de ser uma constante!