CDOC – Arquivo Vivo: Cultura, Memória e Expressão LGBTI+

CDOC – Arquivo Vivo: Cultura, Memória e Expressão LGBTI+

Apresentação

Em 2025, a Associação ILGA Portugal desenvolveu o projeto CDOC – Arquivo Vivo: Cultura, Memória e Expressão LGBTI+, centrado na ativação do Centro de Documentação Gonçalo Diniz – CDOC enquanto espaço de memória, arquivo, mediação cultural e criação comunitária LGBTI+.

O projeto valorizou o CDOC não apenas como lugar de preservação documental, mas como um arquivo vivo: um espaço de encontro entre património, literatura, investigação, criação contemporânea, participação comunitária e fruição cultural.

Ao longo do ano, foram dinamizadas atividades de arquivo, leitura, conversas, exposições, cinema-debate, oficinas, performance, práticas editoriais e circulação cultural, envolvendo públicos, artistas, pessoas autoras, coletivos, bibliotecas e estruturas culturais.

Objetivos

O projeto teve como principais objetivos:

  • valorizar o património cultural LGBTI+ e a memória coletiva queer;
  • consolidar o CDOC como espaço cultural ativo, acessível e aberto à comunidade;
  • promover a literatura, a criação artística, a mediação cultural e a fruição LGBTI+;
  • ampliar o acesso público ao acervo documental e às histórias das comunidades LGBTI+;
  • envolver artistas, pessoas autoras, performers, mediadoras/es culturais e coletivos queer;
  • reforçar parcerias com bibliotecas, coletivos, entidades culturais e organizações da sociedade civil;
  • afirmar a cultura LGBTI+ como parte integrante do tecido cultural de Lisboa.

Resultados e impacto

A execução do projeto permitiu reforçar o CDOC como infraestrutura cultural de memória, arquivo e participação LGBTI+.

Foram realizadas mais de 40 atividades culturais enquadradas no projeto, abrangendo sessões de arquivo vivo, conversas, clubes de leitura, apresentações literárias, exposições, oficinas, cinema-debate, performance, programação em bibliotecas e atividades em contexto de feira do livro.

A programação alcançou centenas de participações e envolveu artistas, pessoas autoras, performers, coletivos e entidades parceiras.

O projeto contribuiu para ampliar a visibilidade da memória e da cultura LGBTI+, promover o acesso à literatura e à criação queer, fortalecer redes culturais e criar espaços de encontro, reconhecimento e participação comunitária.

Objetivos de Desenvolvimento Sustentável

O projeto contribuiu para várias agendas de desenvolvimento sustentável e direitos humanos, em particular pela promoção do acesso à cultura, da igualdade, da participação comunitária, da memória democrática e da redução de desigualdades.

Articulou-se sobretudo com os seguintes Objetivos de Desenvolvimento Sustentável:

  • ODS 4 – Educação de qualidade, através da literacia, leitura, mediação cultural, arquivo e acesso ao conhecimento;
  • ODS 5 – Igualdade de género, pela valorização de narrativas lésbicas, trans, feministas e queer;
  • ODS 10 – Redução das desigualdades, ao promover a participação cultural de pessoas e comunidades LGBTI+;
  • ODS 11 – Cidades e comunidades sustentáveis, pela valorização da cultura, da memória e da diversidade no tecido urbano de Lisboa;
  • ODS 16 – Paz, justiça e instituições eficazes, pela promoção dos direitos humanos, da não discriminação e da memória democrática;
  • ODS 17 – Parcerias para a implementação dos objetivos, através da colaboração com bibliotecas, coletivos, estruturas culturais e entidades da sociedade civil.

Apoio e financiamento

O projeto CDOC – Arquivo Vivo: Cultura, Memória e Expressão LGBTI+ foi desenvolvido pela Associação ILGA Portugal com o apoio da Câmara Municipal de Lisboa.

Com o apoio da Câmara Municipal de Lisboa.